Tag: Cultura Organizacional

  • Gestão pela Cultura

    Gestão pela Cultura

    Cultura Organizacional como Pilar Fundamental na Gestão de Projetos: Disseminando Valores e Alcançando Resultados

     

    No mundo corporativo contemporâneo, o termo “cultura organizacional” tem conquistado cada vez mais destaque. Comumente ouvimos falar sobre a importância de compreender e aderir à cultura de uma empresa, mas o que exatamente isso significa? A cultura organizacional vai além de um simples lema ou slogan; ela é o elo que une todos os aspectos de uma organização e influencia diretamente a maneira como os colaboradores se comportam, interagem e, consequentemente, como os projetos são gerenciados e conduzidos.

     

    Esse artigo tem por objetivo introduzir a noção de que a cultura empresarial é essencial para definir a identidade e os valores de uma organização. No entanto, para gestores de projetos, a cultura organizacional transcende os corredores da empresa e penetra profundamente nas estratégias e na execução de projetos de sucesso.

    Cultura como Fundamento para a Gestão de Projetos Eficiente

     

    Ao considerar a gestão de projetos, processo, ou mesmo sob qualquer outro aspecto, a cultura organizacional é um elemento-chave que determina a eficácia das práticas de gerenciamento. Quando a cultura da empresa valoriza a inovação, a agilidade e o foco nas pessoas, naturalmente esses princípios também serão aplicados à gestão de projetos. Equipes que trabalham em um ambiente voltado para a inovação tendem a buscar soluções criativas, enquanto uma cultura ágil facilita a adaptação às mudanças e a entrega de resultados mais rapidamente.

    Vale ressaltar que todos devem estar envolvidos, afinal um ambiente corporativo é constituído de pessoas em todos os níveis hierárquicos.

     

    Alinhamento de Propósitos e Multiplicadores de Cultura

     

    Queremos aqui ressaltar a importância de cada colaborador entender a cultura da empresa para compartilhar o mesmo propósito. Isso é extremamente importante, pois a colaboração é fundamental. Quando todos compreendem a cultura da organização, é mais provável que trabalhem harmoniosamente em busca de metas comuns.

     

    Transformar colaboradores em multiplicadores da cultura é um componente estratégico. Quando membros da equipe se tornam entusiastas da cultura da, eles não apenas internalizam os valores, mas também os disseminam entre colegas e também externamente, além das fronteiras da organização. Isso cria uma sinergia que melhora a comunicação, a coesão da equipe e, consequentemente, a qualidade do trabalho realizado.

     

    Cultura como Fator de Diferenciação

     

    Uma cultura organizacional sólida não apenas beneficia a gestão interna, mas também influencia a percepção externa da empresa. Colaboradores que abraçam a cultura da empresa se tornam embaixadores naturais, promovendo-a não só dentro, mas também fora da organização. Isso pode atrair talentos, parceiros e clientes que compartilham dos mesmos valores.

     

    Implantação e Sustentação da Cultura Organizacional

     

    Implantar ou alterar a cultura organizacional não é um processo instantâneo. O engajamento de todos os níveis da organização é essencial. Gestores desempenham um papel crucial ao liderar esse processo, alinhando os princípios culturais aos métodos de gerenciamento.

     

    Fomentar o hábito da cultura organizacional é fundamental. Assim como as rotinas diárias, a cultura precisa ser incorporada no cotidiano das equipes para se tornar uma segunda natureza. Integração, treinamento e comunicação regular são meios eficazes de manter a cultura viva e pulsante.

     

    Conclusão

     

    A cultura organizacional transcende as paredes da empresa, moldando a maneira como os projetos são concebidos, gerenciados e executados.As pessoas devem perceber que a cultura é um elemento intrínseco ao sucesso de suas empreitadas. Ao compreender, internalizar e disseminar a cultura da organização, eles não só otimizam o desempenho da equipe, mas também solidificam a imagem da empresa no cenário corporativo. Portanto, a cultura organizacional não é apenas um conceito abstrato, mas uma força motriz que impulsiona o progresso, a coesão e o sucesso.

  • Como implantar uma cultura ágil em todas as áreas da organização?

    Como implantar uma cultura ágil em todas as áreas da organização?

    A cultura organizacional é composta por valores, costumes, crenças, hábitos e normas compartilhadas por todos os colaboradores de uma organização. Da mesma forma, quando falamos em agilidade, a cultura ágil vem dos costumes, da forma de pensar e agir das pessoas, dos processos ágeis estabelecidos e compartilhados pelos times.

    Para que a empresa tenha, de fato, uma cultura de agilidade, primeiro, então, é necessário o conhecimento das boas práticas de agilidade. A partir do conhecimento do assunto pelos colaboradores, fomentamos o pensamento ágil. Esse pensamento, em seguida, deve ser colocado em prática e refletido nos processos.

    Com os processos estabelecidos e seguidos pelos times, criamos os hábitos, não só pensando, mas também agindo de maneira ágil. Assim, os processos seguidos e repetidos por todos, acabam se incorporando na cultura da empresa.

    Ativando o pensamento ágil

    Para criar o mindset ou pensamento ágil, é preciso compartilhar conhecimento do tema com os times. Essa jornada pode ser ativada com a busca de conhecimento dos colaboradores da empresa ou através da promoção de debates, cursos e workshops. O importante, nesse momento, é que o conhecimento de boas práticas seja acessível e amplamente difundido na organização.

    No caminho do sucesso dos projetos, é sempre muito importante apoiar e capacitar os times para que possam ter um alto desempenho. A partir do despertar do conhecimento, deve se entender como podem não só ter um pensamento ágil, mas como criar, de fato, um comportamento ágil. Assim, com o acesso ao conhecimento, damos segurança necessária para atuação e o empoderamento dos membros do time.

    Desenvolvendo o comportamento ágil

    Para partirmos do pensamento ágil e aplicarmos as boas práticas de agilidade, passamos por estabelecer uma governança ágil e enxuta para empresa. Ou seja, por meio dos processos, essa governança ágil e enxuta determinará como os projetos deverão ser tocados com suas respectivas regras, artefatos, cerimônias e funções dos membros dos times ágeis.

    Para que os processos sejam, de fato, utilizados na prática, precisamos também estabelecer iniciativas para engajar os líderes e os times de todas as áreas. Novos processos sempre gerem impactos nas áreas e no dia a dia das pessoas. Por isso, deverá ser feita uma coalisão das lideranças e uma comunicação clara da importância das mudanças propostas nos novos processos estabelecidos.

    Dentro da organização existirão as áreas que podem adotar de forma mais natural e rápida o comportamento ágil, enquanto outras, mais tradicionais, necessitarão de um apoio especial para mudança de pensamento em seu setor. Por isso, é muito importante ter uma comunicação clara e efetiva para que todos os níveis hierárquicos possam se envolver, debater e encontrar caminhos para conexão com toda organização e obterem o desenvolvimento do comportamento ágil.

    Estabelecer a agilidade na cultura da empresa

    O agir das pessoas, conforme os processos de agilidade estabelecidos, criam as rotinas e os hábitos que se incorporam na cultura. Esses hábitos são extremamente importantes para que a empresa, como um todo, consiga solidificar as mudanças propostas e alcançar resultados com a nova cultura de agilidade.

    Estabelecer uma cultura integrando as diversas áreas e setores leva tempo e necessita, além dos processos, do engajamento das pessoas. Partindo daquilo que é mais importante para os projetos que é gerenciar as pessoas, conseguimos alcançar resultados que motivam os times nas entregas que devem ser feitas, diariamente.

    Entendemos e destacamos aqui que os principais pilares da gestão de projetos que contribuem com a formação da cultura de agilidade da empresa são a gestão das pessoas, a gestão de mudanças e os processos estabelecidos de toda a organização.

    Assim, pessoas com conhecimento e bem-preparadas em agilidade, entendendo o porquê e a necessidade das mudanças, criam condições para os processos e as rotinas tornem, de fato, hábitos na proposta de agilidade de todas as áreas da empresa e, consequentemente, adicionando o comportamento ágil a cultura organizacional.

  • Como gerir projetos, programas e portfólio para entregar valor as organizações?

    Saber separar projetos, programas e portfólios dentro das organizações pode se tornar crucial no momento de criar equipes, orçamentos, cronogramas e outros elementos, pois eles possuem características diferentes, embora possam estar conectados. 

    Vamos entender como criar um portfólio com projetos e programas, com objetivo de dar as informações que ajudarão no processo de tomada de decisão. 

    Se o assunto levantou sua curiosidade ou mesmo interesse em entender um pouco mais sobre esse cenário, venha conosco nessa leitura. 

    Aproveite para refletir sobre os projetos que está envolvido, se eles são programas e como estão ou deveriam estar conectados à estratégia da empresa através do portfólio. 

    Ótima leitura e reflexões! 

    1. Introdução 

    Várias são ações que são realizadas dentro das organizações com foco em alcanças os objetivos estratégicos táticos e operacionais, como podemos ver na ilustração: 

    Figura1 – Pirâmide empresarial

    Os objetivos estratégicos estão ligados comumente às missões, visões e valores das organizações, olhando para horizontes de dois, três, cinco ou mais anos. 

    No nível tático são realizadas as ações para entregar resultado à estratégia, através de projetos, programas e outras ações. 

    O operacional lida com a rotina do dia a dia, mantendo a empresa em seu curso, de acordo com as diretrizes definidas nos demais níveis. 

    Essa conexão entre os três níveis pode ocorrer de várias maneiras, e aqui focaremos nessa integração através de Projetos, Programas e Portfólio. 

    Esse ambiente pode ser visualizado na imagem 2. 

    Figura 2 – Ambiente Organizacional

    2. Projeto 

    Projeto pode ser entendido como um esforço empreendido dentro de um tempo limitado que irá gerar serviços, produtos ou resultados, podendo ser a construção de uma casa, levantamento de clima organizacional, criação de um produto ou mesmo uma viagem. 

    Projeto obrigatoriamente precisa ter início, meio e fim. 

    Tudo aquilo que tem início, meio, mas não existe um fim definido deve ser tratado como operação, planos de ação ou processo. 

    Mesmo com a definição de limitação na linha do tempo de projetos, é importante definir o que é projeto para cada organização ou cenário. Vejamos um exemplo: 

    Figura 3 – Projeto

    Uma empresa deseja trocar as cadeiras de uma sala, sendo cinco no total. Haverá um início, meio e fim, mas do ponto de vista da gestão, não há necessidade de criar um projeto para tal demanda, pois pode ser tratada como um plano de ação. 

     Algumas saídas para definir o que é ou não projeto pode ser a quantidade de horas ou duração. Como explicação temos: 

    1. Projeto na empresa pode ser tudo aquilo com início meio e fim, com esforço mínimo de duzentas horas; ou; 
    1. Projeto na empresa pode ser tudo aquilo com início meio e fim, com duração mínima de trinta dias. 

    Outros critérios podem ser adotados nas empresas, mas importante que cada uma tenha suas definições de projeto, para não correr o risco de gerenciar projeto como processo e processo como projeto.  

    Figura 4 – Processo

    3. Programa 

    Programa é um conjunto de projetos que possuem objetivos em comum. Quando uma organização determina que vários projetos serão realizados para atingirem uma meta em comum eles farão parte de um programa, como mostra a figura 5.

    Figura 5 – Visão de Programa

    Imaginemos uma empresa que queira crescer 20% em um determinado ano e isso será tratado como projeto.

    Ao detalhar o projeto é definido que, para atingir os 20%, será preciso criar uma filial, aumentar a carteira de clientes em 30% e ainda reduzir a taxa de inadimplência, constas a receber, em 80%. 

    Nesse cenário o projeto ficaria muito robusto e difícil de gerenciar e talvez seja melhor transformá-lo em programa tendo três projetos: 

    • Projeto 1 – Criação da filial 
    • Projeto 2 – Aumento de clientes 
    • Projeto 3 – Redução da inadimplência 

    Todos os projetos estariam ligados aos mesmos objetivos, mas seriam gerenciados de forma individual, mas integrada, como mostra a figura 6. 

    Figura 6 – Visão de Programa 20% +

    4. Portfólio 

    O portfólio é o conjunto de todos os projetos e programas que são gerenciados buscando atingir objetivos estratégicos nas organizações, como podemos visualizar na figura 7. 

    Figura 7 – Visão de Portfólio

    Na imagem 7 podemos ver que um portfólio pode conter programas, que pode sua vez possuem projetos vinculados ou mesmo projetos que, mesmo não estando em nenhum programa, deve fazer parte do portfólio. 

    O portfólio de projetos, quando bem estruturado e gerenciado, ajuda a empresa a responder algumas perguntas como: 

    • Quantos projetos temos? 
    • Quais projetos temos que não deveríamos ter? 
    • Quantos não temos, mas deveríamos ter? 
    • Os resultados estratégicos estão sendo alcançados? 

    Essas e outras perguntas quando respondidas pela gestão estratégica, através da gestão do portfólio, será um instrumento fundamental no processo de tomada de decisão. 

    5. Uma visão de Programa e Portfólio 

    Quando se tem uma visão integrada de Projetos, Programas e Portfólio existe uma imensa possibilidade de analisar a saúde da empresa através dos indicadores. 

    Assim com a estrutura da empresa, diferentes níveis podem precisar de diferentes visões de relatórios para tomar as decisões. 

    A figura 8 nos dá uma noção, através da dados fictícios, de como poderia ser configurado um relatório para análise de portfólio: 

    Figura 8 – Simulação de Portfólio

    Em uma visão resumida e estratégia é possível visualizar quantos projetos a empresa possui, analisando por tipo de serviço, segmento de atuação, percentual de prazo do portfólio, horizontes de término, dentre outros. 

    Neste mesmo painel poderiam estar os programas com seus respectivos projetos. 

    Cada organização pode adotar um critério para definir seus indicadores, mas o que eles precisam é fornecer a informação correta e no tempo exato. 

    6. Uma visão de Projetos 

    Outros níveis de análises podem ser desenvolvidos, para atender os níveis táticos e operacionais da empresa, como podemos ver na ilustração da figura 9. 

    Figura 9 – Visão de Projetos

    Aqui podemos ter uma visão mais tática e operacional, olhando para os números de cada projeto, analisando pendências riscos, andamento e outras informações que ajudarão os times a tomarem as melhores decisões. 

    Outros indicadores podem ser criados, a depender da necessidade de cada ambiente. 

    7. Conclusões 

    Vimos Projetos, Programas e Portfólio podem e devem coexistir nas organizações, mas que cada um deles tem as suas particularidades. 

    Podemos perceber a importância de se ter uma sincronia entre os três elementos, uma vez que esses, em conjunto, podem ajudar as empresas a alcançarem seus objetivos. 

    Como conclusão, faremos uma análise da imagem 10, que retrata um cenário de Projetos, Programas e Portfólio. 

    Figura 10 – Governança corporativa

    Com a integração de pessoas engajadas, uma boa camada de governança e uma grande pitada de mudança cultural, os resultados tendem a ser bem satisfatórios.

    8. Um até breve 

    Esperamos que este conteúdo tenha dado uma visão estratégica, tática e operacional de como fazer a gestão de Projetos, Programas e Portfólio. 

    Esperamos ainda que entenda a importância da mudança de cultura para se construir um ambiente organizacional rentável e sustentável. 

    Desejo ótimos projetos e até a próxima. 

    Messias Reis